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Posts Etiquetados ‘Honduras’

“Ordem” de despejo para Zelaya…

11 dezembro, 2009 Deixe um comentário

Diplomacia brasileira dá prazo para Zelaya deixar Embaixada em Honduras

Do portal G1

A diplomacia brasileira deu nesta quinta-feira (10) um ultimato a Manuel Zelaya. Segundo Francisco Catunda, encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o presidente deposto de Honduras pode ficar no prédio brasileiro só até o fim de janeiro de 2010.

Essa disposição foi confirmada, por telefone, por Francisco Catunda. “Ele tem plena consciência que ao terminar o mandato deverá seguir outro destino”, afirmou. Também por telefone, Zelaya se mostrou disposto a sair da Embaixada Brasileira, onde está abrigado desde o dia 21 de setembro, quando retornou ao país escondido. “Certamente até o dia 27 de janeiro de 2010, quando termina meu mandato. No entanto, a minha posição é sair o mais rápido possível, logicamente com o respaldo do governo do Brasil”.

A aparente calma nesta quinta-feira na Embaixada Brasileira em Honduras contrasta com uma noite e madrugada tensas. Depois de acertos para que o presidente deposto deixasse o país rumo ao México, tudo mudou. O governo interino de Honduras não deu o salvo-conduto para Zelaya partir. O governo interino exigiu que, antes de viajar, Zelaya assinasse a renúncia. Mas ele se recusou, e permaneceu em Honduras.

O Ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, disse que Brasil e Argentina ajudaram na negociação e ficou surpreso com o desfecho. “Mas isso apenas comprova que um governo que não tem legitimidade age sempre de uma maneira ilegítima”, afirmou.

 
[Res Publicano]:
Pobre Amorim. Pobre Zelaya. Pobre Chavez. Final de golpe bolivariano melancólico não?

 

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Granma, marketing e papéis higiênicos

1 dezembro, 2009 2 comentários

Vejam vocês como vivemos tempos anormais…

O jornal panfletário da famiglia Castro, o Granma, resolveu manifestar-se sobre as eleições democráticas, do último dia 25/nov, na sua vizinha Honduras. Desqualificou o pleito nos seguintes termos:

Alto índice de abstenção, falta de legitimidade e transparência, e a brutal repressão do Exército e da Polícia contra a população caracterizaram a farsa eleitoral deste domingo convocada em Honduras pelo regime usurpador de Roberto Micheletti.

Jornal Granma

 

Pera aí! Pára o mundo! Surreal! A ilha castrista, do alto de sua revolução, posando de árbitro e órgão homologador de eleições de democracias vizinhas! Que se dane o relato de 300 observadores in loco das eleições, e a cobertura da imprensa local e internacional. Granma disse, tá dito. SEM NOÇÃO…

UM “POQUITO” DE HISTÓRIA…

Iate Granma de FidelVocês sabem. O nome deste peculiar “veículo de comunicação”, digamos assim, carrega fortes ironias e metáforas. O periódico pretende-se levar “informações” aos cubanos sobre as últimas notícias internas e externas que interessam aos… Castros.

Ele foi batizado de Granma em homenagem ao barquinho de mesmo nome que também levou Fidel a desembarcar na ilha, em 1956, com os seus 81 “revolucionários”, para implantar sua utopia socialista. Resultado do desembarque histórico utópico: aproximadamente 100 mil cadáveres ao longo de 50 anos de “revolução”, o que dá 2 mil mortes por ano, em média.

Voltemos ao jornal. Recentemente ele foi combustível para todo tipo de piadas quando se noticiou que a falta crônica de papel higiênico na ilha fez com que os seus habitantes descobrissem uma real utilidade para o periódico: a higiene sanitária pessoal. Desde então estes papéis viraram gênero de primeira necessidade, fazendo aparecer um “mercado negro” cubano de venda do jornal, cujo preço até aumentou com a demanda aquecida. Quem disse que a lei de mercado não existe na ilha? =)

CONSULTORIA…

Aliás, por falar em mercado, produto, marketing, vai aqui uma consultoria gratuita aos Castros. Just my two cents… diria John Kennedy. Recomendo fortemente que os donos do Granma estudem a possibilidade de um rigoroso upgrade na imagem deste jornal multifuncional. O nome é muuuito infeliz. Granma, em inglês “vovó”, remete a idéias que prejudicam um pouco a figura de modernidade profissional que se desejaria passar não? Granma, em português, também não ajuda muito a marca. Traz um recall negativo de tudo aquilo que se quer distância em relação à imagem de um jornal: granma, grama, pasto, herbívoros, bovinos, asininos… bem, vocês entenderam, né? Dentro deste esforço de upgrade, minha principal sugestão será pirateada de uma idéia local. Ninguém é perfeito né.

Cubanos comprando papel higiênicoComo nada se cria tudo se transforma, sugiro então ao regime da ilha, contratar URGENTEMENTE o menino-propaganda mais quente do mercado publicitário este ano. O “cara” que ganhou tudo e a todos. That’s my man… diria Barack Obama. Por favor, recomendo chamar o filho do Brasil para estrelar a próxima campanha de rádio aí na ilha. O rapaz é um expert multimídia. Possui experiência em palanques, showmícios e outros “eventos de promoção”, televisão, rádio, blog, e agora é estrela de cinema… ele não é fraco não. No rádio, sua última campanha publicitária está sendo um sucesso por aqui. E justamente no tipo de produto deste case… Não é produto concorrente, mas um similar brasileiro hehe. Chorem um descontinho básico pro “cumpanhero”. Se não der para pagar o cachê do original não há problema. Aqui no Brasil lançou-se mão de uma solução criativa de baixo custo e de igual qualidade: um dublê perfeito do presidente-celebridade…

Hein?! Em Cuba não há necessidade de promoção? marketing? mercadologia? O quê? Monopólio estatal? Putz! Lá se foi minha consultoria. Pena! Mas que seria legal se Cuba lançasse essa campanha seria, não é mesmo?

 

Leitores, pelo menos visitem o site do meu ex-futuro-cliente: www.granma.cu

 

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Amorim, o Colosso de Rodes de Lulla

26 novembro, 2009 1 comentário

Porque sem o retorno do presidente Zelaya ao poder os países todos da América Latina e do Caribe já declararam que consideram as eleições ilegítimas e que não reconhecerão o novo governo. O Brasil continua firme nessa posição.

Celso Amorim, o ‘Colosso de Rhodes’ de Lulla

Acho que o Zelaya paga algum tipo de mensalinho para este cidadão. Vai entender o que se passa entre estas orelhas. Ele é um dos poucos, ao lado de “Él Loco” Chavez, que ainda defendem apaixonadamente o pensionista-vaqueiro-chapeleiro louco hondurenho.

Agora a tática é ecoar as bobagens do vaqueiro maluco e tentar desqualificar as eleições hondurenhas, marcadas para o fim deste mês, as quais já haviam sido definidas a um bom tempo atrás, tentando colar nelas a pecha de “ilegítimas” e “fraudulentas”. Ilegítimas por quê? O acordo selado para pôr fim à crise, e obviamente aceito por Zelaya, foi claro e simples: na questão do retorno do bufo ao poder (e é só isso que interessa a ele) o congresso hondurenho é que terá a palavra final. E a decisão do congresso será soberana dentro do processo de solução do impasse. Ponto. Nada foi acordado no sentido de se garantir a ele uma “volta automática” ao poder. Como o congresso tomará sua decisão após as eleições, este chantagista maluco começou a criar um novo caso afirmando que "desistiu da restituição" para não legitimar um "golpe de Estado e um processo eleitoral fraudulento". Aí não dá né pantaleão! Pede pra sair caubói!

Zelaya banho

Vale lembrar que toda esta pataquada tem um forte patrocínio chavista desde o primeiro ato. Num segundo ato, Zelaya/Chavez passou a ganhar adesão de todos os comandantes bolivarianos (Lulla incluído) que tem o “rabo ou alguma coisa presa” a “Él Loco”. Ganhou até uma adesão de um “cumpanhero” inesperado, que fez toda a diferença: Obama! Já no terceiro ato, a comédia golpista foi urdida em algum porão bolivariano sob a batuta de “três tenores”: o próprio Chavez, Celso A[i]morim (sob a batuta do “Sombra”), e Marco Aurélio [Sargento] Garcia, aiatolá e dublê de diplomata. Assim infiltraram o golpista de volta ao país, jogando-o na casa-da-mãe-joana hondurenha, onde um dia funcionou a embaixada brasileira. E foi por pouco que não provocaram uma guerra civil por lá. No caso destes dois últimos cumpanheros pode-se dizer que eles já fizeram história: conseguiram fazer com que o Brasil abandonasse sua longa e respeitadíssima tradição de não-intervenção e arrastaram a diplomacia do Itamaraty para um lamaçal mau cheiroso e perigoso.

Tudo isso mudou depois que parte da sociedade “estadunidense” (rsrs) começou a perceber o pereco que Chavez tinha aprontado no quintal deles por assim dizer. Então após uma bela cutucada no “cumpanhero” mais rico da turma, Obama, um "barata-voa” aconteceu nas regiões bolivarianas. Conhecem o velho deitado não? “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”… Resultado: a comissão americana de crise fechou em poucas horas o que A[i]morim e o Sargento Garcia alardeavam tentar desde o início do “golpe”: um acordo aceito por ambas as partes. Bem feito! Quem mandou pegar cachorro de rua pela orelha né, ô colosso A[i]morim? Para não ficar mal na fita, o rapaz ainda tenta fazer pose de xerife-durão e finge dar uns tirinhos com frases como a do início deste texto. Shame on them…

Pois é. Parece que agora nossa política externa se resumirá a fazer beicinho e ser contra os “estadunidenses”, batendo continência a Chavez que é o verdadeiro líder protagonista ao sul das Américas. Para isso vale qualquer coisa: flertar e namorar com democracias sólidas e exemplares como Cuba, Irã, Venezuela, Bolívia, Equador, Líbia, etc.; bem como execrar “ditaduras odiáveis” como… Honduras, Israel, etc, etc.

Este colosso só cacareja uma nota só, e o ritmo não é bossa nova… é o samba do crioulo doido!

 

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E Zelaya, o golpista, ficou falando sozinho…

15 novembro, 2009 Deixe um comentário

Zelaya, a solidão do presidente deposto de Honduras

Por Ricardo Noblat (O Globo)

Manoel Zelaya perdeu a briga para ser restituído ao poder. Foi deposto em junho último por decisão da Suprema Corte de Honduras. Preso em seguida por tropas do Exércitro, acabou deportado para Costa Richa. A destituição pode ter sido legítima – a deportação, não. Agrediu a Constituição de Honduras.

Com a ajuda de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, Zelaya voltou clandestinamente ao seu país e encontrou abrigo na embaixada do Brasil. Ali, negociou um acordo com o presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, eleito pelo Congresso.

O acordo previa, entre outras coisas, o reconhecimento por parte dele dos resultados das eleições gerais marcadas para o próximo dia 29. E o reexame pelo Congresso da situação de Zelaya. Ele deveria voltar ao poder para completar seu mandato que se esgota em janeiro próximo?

O Congresso ainda não decidiu. O governo norte-americano está mais interessado nas eleições do que no futuro de Zelaya. Que ontem, em papel timbrado da presidência da República, escreveu uma carta ao presidente Barack Obama criticando a posição dos Estados Unidos e dizendo que o acordo gorou.

Tudo indica que Zelaya, um dia, sairá de Honduras na condição de asilado. Salvo se o próximo presidente conseguir que o Congresso o anistie do crime de atentar contra a Constituição. Zelaya quis consultar o povo sobre a convocação de uma Assembléia Constituinte. A Constituição proíbe consulta a esse respeito.

[Veja aqui…]

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O Vaqueiro Comandante (Zelaya Photo Repost)

9 novembro, 2009 1 comentário

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Vocês conhecem o cavalheiro da foto ao lado? SIM!!!

É o vaqueiro-comandante, dublê de caudilho bolivariano, Manuel Zelaya!!

Pelos acessórios, e com essa pinta, vocês podem notar que ele tem toda a intimidade com o diálogo, o consenso e a negociação pacífica, não é mesmo?

Este é o indivíduo que se hospedou há mais de 1 mês na pensão hondurenha da Mãe Joana. Esta casa que outrora foi chamada de embaixada brasileira, que agora é mero bunker político-palanqueiro deste mentecapto.

Tudo sob o patrocínio do trio de cavaleiros do Apocalipse: Marco Aurélio [Top-top] Garcia, Celso [Nanico] Amorim, e Lula. É que eles foram generosos em ajudar mais um hermano “cumpanhero”: Hugo Chavez. Pra variar ficaram com o mico, e com cara de otários! De novo!

Despesas da brincadeira? Eu e você continuamos pagando a conta…

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