Granma, marketing e papéis higiênicos
Vejam vocês como vivemos tempos anormais…
O jornal panfletário da famiglia Castro, o Granma, resolveu manifestar-se sobre as eleições democráticas, do último dia 25/nov, na sua vizinha Honduras. Desqualificou o pleito nos seguintes termos:
Alto índice de abstenção, falta de legitimidade e transparência, e a brutal repressão do Exército e da Polícia contra a população caracterizaram a farsa eleitoral deste domingo convocada em Honduras pelo regime usurpador de Roberto Micheletti.
Jornal Granma
Pera aí! Pára o mundo! Surreal! A ilha castrista, do alto de sua revolução, posando de árbitro e órgão homologador de eleições de democracias vizinhas! Que se dane o relato de 300 observadores in loco das eleições, e a cobertura da imprensa local e internacional. Granma disse, tá dito. SEM NOÇÃO…
UM “POQUITO” DE HISTÓRIA…
Vocês sabem. O nome deste peculiar “veículo de comunicação”, digamos assim, carrega fortes ironias e metáforas. O periódico pretende-se levar “informações” aos cubanos sobre as últimas notícias internas e externas que interessam aos… Castros.
Ele foi batizado de Granma em homenagem ao barquinho de mesmo nome que também levou Fidel a desembarcar na ilha, em 1956, com os seus 81 “revolucionários”, para implantar sua utopia socialista. Resultado do desembarque histórico utópico: aproximadamente 100 mil cadáveres ao longo de 50 anos de “revolução”, o que dá 2 mil mortes por ano, em média.
Voltemos ao jornal. Recentemente ele foi combustível para todo tipo de piadas quando se noticiou que a falta crônica de papel higiênico na ilha fez com que os seus habitantes descobrissem uma real utilidade para o periódico: a higiene sanitária pessoal. Desde então estes papéis viraram gênero de primeira necessidade, fazendo aparecer um “mercado negro” cubano de venda do jornal, cujo preço até aumentou com a demanda aquecida. Quem disse que a lei de mercado não existe na ilha? =)
CONSULTORIA…
Aliás, por falar em mercado, produto, marketing, vai aqui uma consultoria gratuita aos Castros. Just my two cents… diria John Kennedy. Recomendo fortemente que os donos do Granma estudem a possibilidade de um rigoroso upgrade na imagem deste jornal multifuncional. O nome é muuuito infeliz. Granma, em inglês “vovó”, remete a idéias que prejudicam um pouco a figura de modernidade profissional que se desejaria passar não? Granma, em português, também não ajuda muito a marca. Traz um recall negativo de tudo aquilo que se quer distância em relação à imagem de um jornal: granma, grama, pasto, herbívoros, bovinos, asininos… bem, vocês entenderam, né? Dentro deste esforço de upgrade, minha principal sugestão será pirateada de uma idéia local. Ninguém é perfeito né.
Como nada se cria tudo se transforma, sugiro então ao regime da ilha, contratar URGENTEMENTE o menino-propaganda mais quente do mercado publicitário este ano. O “cara” que ganhou tudo e a todos. That’s my man… diria Barack Obama. Por favor, recomendo chamar o filho do Brasil para estrelar a próxima campanha de rádio aí na ilha. O rapaz é um expert multimídia. Possui experiência em palanques, showmícios e outros “eventos de promoção”, televisão, rádio, blog, e agora é estrela de cinema… ele não é fraco não. No rádio, sua última campanha publicitária está sendo um sucesso por aqui. E justamente no tipo de produto deste case… Não é produto concorrente, mas um similar brasileiro hehe. Chorem um descontinho básico pro “cumpanhero”. Se não der para pagar o cachê do original não há problema. Aqui no Brasil lançou-se mão de uma solução criativa de baixo custo e de igual qualidade: um dublê perfeito do presidente-celebridade…
Hein?! Em Cuba não há necessidade de promoção? marketing? mercadologia? O quê? Monopólio estatal? Putz! Lá se foi minha consultoria. Pena! Mas que seria legal se Cuba lançasse essa campanha seria, não é mesmo?
Leitores, pelo menos visitem o site do meu ex-futuro-cliente: www.granma.cu













